A Igreja de Nossa Senhora do Soveral evoca sucessivas épocas que moldaram a vila alentejana. Reconquistada aos mouros em 1217, a povoação estabeleceu-se definitivamente após a pacificação da região em 1223, quando terá sido edificada a primitiva matriz. Em 1420, o mestre da Ordem de Avis, D. Fernão Rodrigues de Sequeira, mandou construir nova igreja, da qual subsiste apenas uma bela lápide de m…
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A Igreja de Nossa Senhora do Soveral evoca sucessivas épocas que moldaram a vila alentejana. Reconquistada aos mouros em 1217, a povoação estabeleceu-se definitivamente após a pacificação da região em 1223, quando terá sido edificada a primitiva matriz. Em 1420, o mestre da Ordem de Avis, D. Fernão Rodrigues de Sequeira, mandou construir nova igreja, da qual subsiste apenas uma bela lápide de mármore no lado da epístola.
A estrutura actual remonta à segunda metade do século XVI, quando o Cardeal-Infante D. Henrique promoveu a reconstrução total do templo, integrando-o na profunda reforma encetada pela Ordem de Avis em 1550. Apesar da fachada modesta, destacada pelo portal renascentista em mármore com colunas coríntias e medalhões, o interior revela a grandiosidade das igrejas-salão alentejanas.
O espaço interior divide-se em três naves de cinco tramos, cobertas por abóbadas de arestas que assentam em grandes colunas de mármore. Oito capelas laterais, edificadas dos lados do Evangelho e da Epístola, foram ampliadas ao longo de Seiscentos e Setecentos pelas irmandades detentoras do padroado. Na capela-mor sobrevivem pinturas do camarim e telas da Imaculada Conceição e da Anunciação, vestígios do retábulo quinhentista destruído no final do século XVII.
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