Fundado em 1598 sobre ermida quinhentista por testamento do padre Pedro Cardeira, o Real Convento das Servas integrou-se na Ordem Franciscana sob a Regra de Santa Clara. O padroado coube ao Duque de Bragança, que em 1604 presidiu à cerimónia solene do lançamento da primeira pedra. Sob direcção do mestre pedreiro Paulo Rodrigues, a igreja ficou concluída no início da década de 1640, e o claustro…
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Fundado em 1598 sobre ermida quinhentista por testamento do padre Pedro Cardeira, o Real Convento das Servas integrou-se na Ordem Franciscana sob a Regra de Santa Clara. O padroado coube ao Duque de Bragança, que em 1604 presidiu à cerimónia solene do lançamento da primeira pedra. Sob direcção do mestre pedreiro Paulo Rodrigues, a igreja ficou concluída no início da década de 1640, e o claustro cerca de 1646, quando chegaram as primeiras religiosas vindas do convento das Chagas de Vila Viçosa.
A igreja reflecte a austeridade da regra claustral, inspirando-se na igreja da Esperança de Vila Viçosa. As fachadas exibem duas portas de entrada lateral encimadas por frontões triangulares, entre os quais se destaca o brasão rococó da abadessa D. Isabel da Natividade, datado de 1750, com o escudo de D. João V. No interior, azulejos de padrão seiscentistas em azul, amarelo e branco revestem todo o espaço. O teto pintado setecentista representa Santa Clara, São Francisco e um Santo Papa, enquanto o altar-mor maneirista remonta a 1693.
O claustro conserva estrutura quadrada de dois pisos, e a torre-miradouro evoca a torre quinhentista de Santa Clara de Évora, com tratamento de influência mourisca. Após a extinção das Ordens religiosas e a morte da última freira em 1885, a igreja passou para a Ordem Terceira, enquanto o edifício conventual conheceu lamentável ruína.
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