Na Praça de Londres, em Lisboa, a Pastelaria Mexicana emerge como um marco singular da arquitetura moderna portuguesa. Fundada em 1946 por quatro empresários do Concelho de Tomar, o estabelecimento ganhou notoriedade após a remodelação de 1961/62, da autoria do arquiteto Jorge Ferreira Chaves.
O espaço rompe com a arquitetura tradicional da época, apresentando linhas orgânicas e expre…
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Na Praça de Londres, em Lisboa, a Pastelaria Mexicana emerge como um marco singular da arquitetura moderna portuguesa. Fundada em 1946 por quatro empresários do Concelho de Tomar, o estabelecimento ganhou notoriedade após a remodelação de 1961/62, da autoria do arquiteto Jorge Ferreira Chaves.
O espaço rompe com a arquitetura tradicional da época, apresentando linhas orgânicas e expressionistas que desafiam os padrões convencionais. Os interiores caracterizam-se pela fluidez espacial, com elementos arquitetónicos tratados como peças artísticas individuais que dialogam entre si.
Elementos artísticos integrados enriquecem o ambiente: um painel cerâmico de Querubim Lapa denominado 'Sol Mexicano', vitrais estilizados, colunas escultóricas e pinturas murais. Cada detalhe foi cuidadosamente pensado para criar uma experiência visual coesa.
Ponto de encontro de artistas surrealistas, neorrealistas e arquitetos modernos, a Mexicana tornou-se um espaço cultural relevante. Em 2016, foi classificada como Monumento de Interesse Público, reconhecendo a sua importância na história da arquitetura portuguesa.
Hoje, continua a ser um local de reunião e uma evidência da transformação urbana lisboeta durante meados do século XX.
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