A Vila do Tijolo, situada na confluência dos bairros de Alcântara e Prazeres em Lisboa, é um notável exemplo da arquitetura industrial do final do século XIX. Construída entre 1891 e 1893 por José Joaquim de Almeida Junça, o edifício foi originalmente concebido para alojar os operários da Fábrica Progresso Artístico, uma unidade fabril de cerâmica localizada em frente.
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A Vila do Tijolo, situada na confluência dos bairros de Alcântara e Prazeres em Lisboa, é um notável exemplo da arquitetura industrial do final do século XIX. Construída entre 1891 e 1893 por José Joaquim de Almeida Junça, o edifício foi originalmente concebido para alojar os operários da Fábrica Progresso Artístico, uma unidade fabril de cerâmica localizada em frente.
Com três pisos e uma fachada de 26 metros, o imóvel destaca-se pela sua invulgar decoração em tijolo vermelho maciço. Os elementos arquitetónicos revelam padrões geométricos complexos, com desenhos de losangos que jogam com luz e sombra. Os vãos das portas apresentam arcos duplos de tijolo, decorados com elementos circulares e pormenores delicados.
As galerias art-déco na fachada traseira permitiam a circulação entre os diversos fogos, uma solução inovadora para a época que melhorava a mobilidade num espaço densamente habitado. O piso térreo combina habitação e comércio, enquanto os pisos superiores são compostos por sete pequenos apartamentos.
Apesar de ter sido várias vezes ameaçado de demolição, o edifício sobreviveu graças ao empenho de investigadores e cidadãos, mantendo-se como um importante registo da história industrial lisboeta.
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