A Estação Arqueológica de Chões de Alpompé revela uma paisagem histórica complexa situada na confluência dos rios Tejo e Alviela, no distrito de Santarém. Este local preserva vestígios de ocupação humana que abrangem múltiplos períodos, desde o Paleolítico até à época romana.
Os primeiros indícios arqueológicos datam do Acheulense Superior e Musteriense, com artefactos que documentam …
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A Estação Arqueológica de Chões de Alpompé revela uma paisagem histórica complexa situada na confluência dos rios Tejo e Alviela, no distrito de Santarém. Este local preserva vestígios de ocupação humana que abrangem múltiplos períodos, desde o Paleolítico até à época romana.
Os primeiros indícios arqueológicos datam do Acheulense Superior e Musteriense, com artefactos que documentam as primeiras presenças humanas. Durante a Idade do Ferro, o território conheceu uma intensa atividade, com evidências de cerâmica ibérica pintada, peças gregas e sinais de comércio mediterrânico.
O período romano marca o auge da ocupação, com um acampamento militar estrategicamente construído para defender Scallabis (atual Santarém). As muralhas, com aproximadamente 1 km de comprimento e 500 metros de largura, incluem torreões comparáveis a outros sítios arqueológicos nacionais como Antanhol e Miróbriga.
Os vestígios arqueológicos - unguentários, fragmentos cerâmicos, pesos de tear - oferecem um olhar íntimo sobre a vida quotidiana neste território. Possivelmente identificado como a cidade de Moron, mencionada por Estrabão, Chões de Alpompé constitui um local fundamental para compreender a presença romana no território português.
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