Na região da Covilhã, preserva-se um notável troço de calçada romana com mais de cinquenta metros, que integrava provavelmente a via que conectava Tomar, Covilhã e Monsanto. Esta infraestrutura exemplifica a engenharia viária romana, construída com rigorosa técnica construtiva em quatro camadas distintas.
A estrutura assentava sobre um estrato de pedras irregulares argamassadas, segui…
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Na região da Covilhã, preserva-se um notável troço de calçada romana com mais de cinquenta metros, que integrava provavelmente a via que conectava Tomar, Covilhã e Monsanto. Esta infraestrutura exemplifica a engenharia viária romana, construída com rigorosa técnica construtiva em quatro camadas distintas.
A estrutura assentava sobre um estrato de pedras irregulares argamassadas, seguido por uma camada composta por cascalho, cerâmica fragmentada e cal hidráulica. Sobre esta base, erguia-se o núcleo de argamassa de gravilha e cal, culminando na camada superior, formada por blocos graníticos cuidadosamente aplainados.
Este troço ilustra como os romanos concebiam as vias como elementos fundamentais de organização territorial, permitindo a circulação de pessoas, bens e autoridades administrativas. A calçada, construída em zona de declive e traçado sinuoso, demonstra a capacidade técnica dos construtores romanos em adaptar-se à geografia local.
A via não representava apenas uma infraestrutura física, mas simbolizava a estratégia imperial de integração e controlo dos territórios conquistados, estabelecendo conexões entre centros populacionais e reforçando a presença administrativa romana na região.
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