O Pelourinho de Oeiras, construído em 1760, marca um momento decisivo na história municipal. Localizado em frente à Câmara Municipal, este monumento assinala a autonomia concelhia conquistada no reinado de D. José I, durante o período pombalino.
Erguido em pedra lioz, o pelourinho apresenta uma estrutura geométrica rigorosa, assente numa plataforma octogonal de três degraus. A coluna,…
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O Pelourinho de Oeiras, construído em 1760, marca um momento decisivo na história municipal. Localizado em frente à Câmara Municipal, este monumento assinala a autonomia concelhia conquistada no reinado de D. José I, durante o período pombalino.
Erguido em pedra lioz, o pelourinho apresenta uma estrutura geométrica rigorosa, assente numa plataforma octogonal de três degraus. A coluna, com 7,2 metros de altura, desenvolve-se em formas suaves: base octogonal, fuste bojudo na parte inferior, adelgaçando progressivamente em direção ao topo. Três anéis rústicos dividem visualmente a coluna, conferindo-lhe dinamismo arquitetónico.
O remate superior em forma de pinha octogonal, coroado por um espigão de bronze, completa a composição. A sua localização estratégica - entre o Palácio dos Marqueses de Pombal e o edifício camarário - não é casual, mas um deliberado gesto de afirmação do poder municipal.
Provavelmente financiado por Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, o pelourinho simboliza a modernização administrativa do século XVIII, testemunhando a transformação de Oeiras de simples reguengo a vila com governo próprio.
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