No centro histórico de Paço d'Arcos, cinco fornos de cal testemunham uma antiga tradição industrial. Datando da primeira referência conhecida em 1582, estes fornos circulares representam um importante vestígio da atividade económica local. Construídos em pedra, com câmaras interiores em falsa cúpula de tijolo, os fornos foram concebidos para otimizar a produção de cal, interligados para maximiz…
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No centro histórico de Paço d'Arcos, cinco fornos de cal testemunham uma antiga tradição industrial. Datando da primeira referência conhecida em 1582, estes fornos circulares representam um importante vestígio da atividade económica local. Construídos em pedra, com câmaras interiores em falsa cúpula de tijolo, os fornos foram concebidos para otimizar a produção de cal, interligados para maximizar recursos materiais e humanos.
Localizados numa zona atualmente urbana, os fornos faziam parte de um complexo industrial que incluía casas térreas de morfologia rural, definindo um quarteirão servido pela característica Rua dos Fornos. Ao longo do século XX, a produção de cal entrou em declínio, e as estruturas sofreram várias alterações e degradação.
Em 2002, os fornos foram classificados como Imóvel de Interesse Público. A Câmara Municipal de Oeiras iniciou um projeto de recuperação, tendo restaurado um dos fornos em 2004. O projeto arquitetónico, da autoria de Henrique Coutinho Gouveia e Margarida Chorão de Carvalho, optou por preservar as volumetrias originais, mantendo o primeiro forno como uma ruína musealizada.
Atualmente, os restantes quatro fornos aguardam intervenção, permanecendo em propriedade privada, mas representando um importante elemento do património industrial de Paço d'Arcos.
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