O Jazigo dos Viscondes de Valmor, localizado na entrada do Cemitério do Alto de São João em Lisboa, destaca-se como um notável exemplo da arquitetura funerária do final do século XIX. Projetado pelo arquiteto Álvaro Augusto Machado em 1900, o mausoléu foi encomendado pelo Grémio Artístico em homenagem a Fausto Queirós Guedes, um diplomata e mecenas das artes.
A construção apresenta um…
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O Jazigo dos Viscondes de Valmor, localizado na entrada do Cemitério do Alto de São João em Lisboa, destaca-se como um notável exemplo da arquitetura funerária do final do século XIX. Projetado pelo arquiteto Álvaro Augusto Machado em 1900, o mausoléu foi encomendado pelo Grémio Artístico em homenagem a Fausto Queirós Guedes, um diplomata e mecenas das artes.
A construção apresenta uma planta quadrada com influências bizantinas, marcada por uma cúpula oitavada e portais de estilo românico. Quatro esculturas representativas das artes - Arquitetura, Escultura, Gravura e Pintura - ocupam os cantos do jazigo, criadas por reconhecidos artistas nacionais como Costa Mota e Fernandes Sá.
O interior revela pormenores artísticos significativos, com pinturas murais de Veloso Salgado e Carlos Reis, e uma porta de bronze de Vicente Joaquim Esteves. A grade de ferro com motivos Art Déco completa o conjunto decorativo.
Inserido num cemitério que guarda o segundo maior acervo de jazigos românticos do país, o monumento funciona como um arquivo histórico da sociedade portuguesa oitocentista, refletindo a importância cultural e artística da época.
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