Na região de Montemor-o-Velho, a Quinta do Lapuz conserva um valioso exemplo da arquitetura residencial portuguesa dos séculos XVI e XVII. Mandada construir em 1504 por Diogo Pereira de Sampaio, a casa assinala a fixação desta família em Tentúgal.
O edifício desenvolve-se em planta em U, articulando volumes horizontais em torno de um pátio central. A fachada principal destaca-se pela …
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Na região de Montemor-o-Velho, a Quinta do Lapuz conserva um valioso exemplo da arquitetura residencial portuguesa dos séculos XVI e XVII. Mandada construir em 1504 por Diogo Pereira de Sampaio, a casa assinala a fixação desta família em Tentúgal.
O edifício desenvolve-se em planta em U, articulando volumes horizontais em torno de um pátio central. A fachada principal destaca-se pela janela manuelina de 1507, elemento arquitetónico de excecional pormenor. A janela apresenta dois arcos separados por um mainel central, enquadrados por um arco canopial decorado com motivos de troncos, coroado por um losango com rosa Tudor.
No interior, os pés direitos exibem decoração geométrica de grande refinamento. Uma inscrição em caracteres góticos, já quase ilegível, regista a autoria: 'Joha Alvarez me fez e seo irmao pedralvarez em 1507'.
No século XVII, o edifício foi reedificado, transformando o núcleo primitivo numa casa senhorial rural de gosto maneirista, sem alterar a estrutura original. Atualmente em estado de ruína, a Quinta do Lapuz mantém a memória de uma importante família que marcou a paisagem rural portuguesa.
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