Construído pela família Fonseca Coutinho, o Solar dos Viscondes de Portalegre exemplifica a arquitetura civil da Beira, combinando elementos maneiristas e barrocos num desenho cuidado.
A fachada principal revela uma composição simétrica, com dois andares pontuados por janelas de sacada e um portal central assinalado pela data de construção. O granito compacto contrasta com os pormenor…
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Construído pela família Fonseca Coutinho, o Solar dos Viscondes de Portalegre exemplifica a arquitetura civil da Beira, combinando elementos maneiristas e barrocos num desenho cuidado.
A fachada principal revela uma composição simétrica, com dois andares pontuados por janelas de sacada e um portal central assinalado pela data de construção. O granito compacto contrasta com os pormenores decorativos, como o frontão triangular interrompido sobre a entrada principal.
Originalmente concebido com um corpo central, o palácio foi posteriormente expandido com dois corpos laterais, criando uma estrutura em forma de U. No interior, destacam-se o átrio com escadaria, o salão nobre de pé-direito duplo e a sala de música.
Ao longo dos séculos, o edifício serviu diversas funções públicas: em 1888 foi adquirido pelo Estado, acolheu o Governo Civil e, posteriormente, diferentes serviços administrativos. Nas traseiras, um jardim com canteiros de buxo e amoreiras completa o conjunto arquitetónico.
Hoje, o Solar integra o património municipal de Castelo Branco, testemunhando a evolução arquitetónica e administrativa da região durante os séculos XVIII e XIX.
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