A Igreja Matriz da Lourinhã, um notável exemplar da arquitetura gótica portuguesa, é uma evidência da história medieval do território. Integrada no reino após a conquista da Estremadura por D. Afonso Henriques em 1147, a igreja foi inicialmente construída num período que alguns investigadores situam em torno de 1336, durante o reinado de D. João I.
O templo apresenta características a…
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A Igreja Matriz da Lourinhã, um notável exemplar da arquitetura gótica portuguesa, é uma evidência da história medieval do território. Integrada no reino após a conquista da Estremadura por D. Afonso Henriques em 1147, a igreja foi inicialmente construída num período que alguns investigadores situam em torno de 1336, durante o reinado de D. João I.
O templo apresenta características arquitetónicas típicas do período gótico pré-Mosteiro da Batalha: uma nave dividida em quatro tramos, com arcos apontados, e uma fachada principal triangular com portal axial. A capela-mor, de planta poligonal, desenvolve-se em dois tramos, com janelas de duplo lume enquadradas por contrafortes.
A singularidade do monumento reside na escultura dos seus capitéis, considerados pelos especialistas como expressão máxima do naturalismo escultórico português do século XIV. Ao longo dos séculos, o edifício sofreu diversas intervenções, com restauros significativos no final do século XVII e no século XIX.
Na década de 1930, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) realizou uma intervenção que procurou devolver ao templo a sua configuração original, reconstruindo elementos como janelas, cachorrada e portal.
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