No coração de Setúbal, o edifício do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social, projetado pelo arquiteto Raul Chorão Ramalho em 1968, representa um marco significativo da arquitetura administrativa modernista portuguesa. Concluído em 1970, o imóvel surge no contexto de renovação dos serviços públicos distritais, promovida pelo Ministério das Corporações e Previdência Social.
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No coração de Setúbal, o edifício do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social, projetado pelo arquiteto Raul Chorão Ramalho em 1968, representa um marco significativo da arquitetura administrativa modernista portuguesa. Concluído em 1970, o imóvel surge no contexto de renovação dos serviços públicos distritais, promovida pelo Ministério das Corporações e Previdência Social.
A estrutura destaca-se pela sua conceção inovadora: um volume paralelepipédico de três pisos, organizado em torno de um pátio interior ajardinado. As fachadas em betão aparente, marcadas por amplas superfícies envidraçadas, permitem uma relação única entre espaço interior e exterior. As paredes interiores, totalmente transparentes, oferecem vistas panorâmicas sobre os jardins, enquanto os terraços sucessivamente recuados ampliam a sensação de abertura.
O edifício introduziu conceitos revolucionários para a época, como a eliminação de barreiras físicas entre funcionários e utentes, espaços de trabalho flexíveis e uma preocupação evidente com o conforto e bem-estar. Os jardins, desenhados pelo arquiteto paisagista António Viana Barreto, complementam a arquitetura com elementos como um tanque central, vegetação diversificada e percursos que convidam à contemplação.
Classificado como Monumento de Interesse Público em 2012, o edifício continua a ser um exemplo notável da arquitetura portuguesa de meados do século XX.
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