A Igreja Matriz de São Julião, localizada na Figueira da Foz, junto à foz do Mondego, conta uma história milenar que remonta ao século VII. Fundada inicialmente como uma abadia para apoiar pescadores locais, foi destruída pelos sarracenos em 717 e reconstruída em 1080 pelo Abade Pedro, sob ordem do Conde Sisnando de Coimbra.
A igreja atual, classificada como imóvel de interesse públic…
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A Igreja Matriz de São Julião, localizada na Figueira da Foz, junto à foz do Mondego, conta uma história milenar que remonta ao século VII. Fundada inicialmente como uma abadia para apoiar pescadores locais, foi destruída pelos sarracenos em 717 e reconstruída em 1080 pelo Abade Pedro, sob ordem do Conde Sisnando de Coimbra.
A igreja atual, classificada como imóvel de interesse público, resulta de uma profunda reconstrução no século XVIII, concluída em 1782 após 66 anos de obras. A edificação enfrentou diversos desafios, incluindo o terramoto de 1755 que causou significativos danos.
Arquitetonicamente, destaca-se pela fachada neoclássica com duas torres sineiras e um portal principal em arco de volta perfeita. No interior, sobressaem três retábulos de madeira do século XVIII e uma capela lateral com um retábulo de pedra do século XVI, proveniente do Mosteiro de Seiça, representando o Pentecostes.
Os elementos artísticos incluem telas de frei Inácio da Silva Coelho Valente (1784) e uma escultura do padroeiro da cidade. A igreja testemunhou momentos cruciais da história local, desde a Reconquista até à elevação da Figueira da Foz a vila em 1771, sendo um monumento fundamental na memória e identidade da comunidade.
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