No Cabeço da Cotovia, este forno romano revela a complexidade técnica e a engenhosidade da produção cerâmica durante o período imperial. Implantado numa pequena encosta, o forno apresenta uma estrutura retangular construída em tijolo e pedra, dividida em duas zonas funcionais distintas.
Na base, a câmara de aquecimento acolhia a lenha, com uma boca sustentada por um lintel em pedra. Q…
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No Cabeço da Cotovia, este forno romano revela a complexidade técnica e a engenhosidade da produção cerâmica durante o período imperial. Implantado numa pequena encosta, o forno apresenta uma estrutura retangular construída em tijolo e pedra, dividida em duas zonas funcionais distintas.
Na base, a câmara de aquecimento acolhia a lenha, com uma boca sustentada por um lintel em pedra. Quatro arcos de tijolo no interior da fornalha suportavam a grelha superior, elemento crucial para a circulação do ar quente. Esta grelha, perfurada com orifícios em alinhamentos regulares, permitia que o calor subisse até à câmara de cozedura, onde as peças cerâmicas eram colocadas.
As escavações arqueológicas iniciadas nos anos 80 do século XX revelaram fragmentos cerâmicos dispersos em redor do forno: bordos, panças, fundos e outros elementos. Estes vestígios confirmam a versatilidade do espaço, utilizado não apenas para cerâmica comum, mas também para produção de materiais de construção.
O sítio oferece aos visitantes um olhar direto sobre as técnicas de produção romanas, permitindo compreender a sofisticação tecnológica deste período histórico através de uma estrutura de impressionante preservação.
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