Na zona de Paranhos, no Porto, a moradia da Rua Pereira Reis conta uma história rica da arquitetura residencial da primeira metade do século XX. Construída na década de 1940 por Francisco Borges, um influente banqueiro portuense, a casa representa um modelo significativo da habitação burguesa da época.
O edifício desenvolve-se em planta retangular, com três pisos e uma fachada marcada…
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Na zona de Paranhos, no Porto, a moradia da Rua Pereira Reis conta uma história rica da arquitetura residencial da primeira metade do século XX. Construída na década de 1940 por Francisco Borges, um influente banqueiro portuense, a casa representa um modelo significativo da habitação burguesa da época.
O edifício desenvolve-se em planta retangular, com três pisos e uma fachada marcada por uma composição arquitetónica assimétrica. Um terraço avançado, sustentado por quatro colunas lisas, destaca-se na entrada principal. Originalmente rodeada por um extenso jardim com carvalhos, sobreiros e castanheiros, a propriedade sofreu profundas transformações ao longo dos anos.
Em 1979, o Ministério da Justiça adquiriu o imóvel para instalar a Diretoria do Porto da Polícia Judiciária. As adaptações para serviços policiais alteraram significativamente o interior e o jardim original. Em 1983, o edifício foi classificado como património, e em 2000 foi inaugurado um novo edifício anexo com entrada pela Rua Assis Vaz.
Apesar das modificações, a moradia mantém elementos que ilustram o modelo de habitação unifamiliar isolada, característico da elite portuense do início do século XX.
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