Na Foz do Douro, no Jardim do Passeio Alegre, encontra-se um chafariz barroco que conta histórias silenciosas do Porto do século XVIII. Datado do último quartel dessa centúria, o fontanário apresenta uma estrutura complexa assente num tanque quadrilobado e apoiado em três degraus.
A peça arquitetónica distingue-se pelas suas quatro carrancas que jorram água, dispostas em torno de uma …
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Na Foz do Douro, no Jardim do Passeio Alegre, encontra-se um chafariz barroco que conta histórias silenciosas do Porto do século XVIII. Datado do último quartel dessa centúria, o fontanário apresenta uma estrutura complexa assente num tanque quadrilobado e apoiado em três degraus.
A peça arquitetónica distingue-se pelas suas quatro carrancas que jorram água, dispostas em torno de uma taça polilobada. No centro, um fuste sustenta outras quatro carrancas, coroado por um capitel decorado com folhas de acanto. O remate superior é uma coluna bolbosa encimada por um fogaréu, típico da linguagem barroca.
A origem do chafariz permanece envolta em mistério. Inicialmente associado aos jardins da Quinta da Prelada e a Nicolau Nasoni, estudos recentes sugerem que poderá ter pertencido ao claustro do extinto Convento de São Francisco, destruído durante o cerco do Porto em 1833.
Classificado como Monumento Nacional desde 1910, o chafariz foi transferido para o Jardim do Passeio Alegre - projetado em 1870 por Emílio David e inaugurado em 1888 - onde hoje constitui elemento central da paisagem urbana portuense.
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