O Pelourinho da Golegã, no Ribatejo, conta a história de uma vila que foi importante ponto de passagem nas rotas regionais. Datado de 1857, este marco histórico municipal revela a autonomia administrativa local durante os séculos XVI e XIX.
Construído em calcário, o pelourinho apresenta uma estrutura arquitetónica complexa e cuidada. Assenta sobre um soco octogonal de três degraus, co…
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O Pelourinho da Golegã, no Ribatejo, conta a história de uma vila que foi importante ponto de passagem nas rotas regionais. Datado de 1857, este marco histórico municipal revela a autonomia administrativa local durante os séculos XVI e XIX.
Construído em calcário, o pelourinho apresenta uma estrutura arquitetónica complexa e cuidada. Assenta sobre um soco octogonal de três degraus, com uma base quadrangular de dimensões reduzidas. A coluna, de secção circular e fuste liso, é rematada por um capitel dórico decorado com molduras quadradas.
A vila da Golegã ganhou relevância durante o reinado de D. Manuel I, quando a Corte frequentemente se instalava em Almeirim. Apesar de nunca ter recebido foral, a localidade manteve uma significativa importância regional, sendo o pelourinho o principal vestígio da sua antiga autonomia administrativa.
O elemento mais singular é o remate superior, coroado por um ornamento em forma de campânula, com pormenores decorativos de difícil identificação. A gravação da data no fuste permite situar cronologicamente esta peça de interesse histórico e arquitetónico.
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