A Igreja Matriz de Pombeiro, dedicada a São Salvador, esconde no seu interior um notável espólio histórico que transporta os visitantes até ao Portugal manuelino. No espaço da capela-mor, destaca-se um túmulo quinhentista atribuído ao escultor Diogo Pires o Moço, que perpetua a memória de Mateus da Cunha, 7º senhor de Pombeiro.
O túmulo, assente sobre cinco leões, revela pormenores es…
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A Igreja Matriz de Pombeiro, dedicada a São Salvador, esconde no seu interior um notável espólio histórico que transporta os visitantes até ao Portugal manuelino. No espaço da capela-mor, destaca-se um túmulo quinhentista atribuído ao escultor Diogo Pires o Moço, que perpetua a memória de Mateus da Cunha, 7º senhor de Pombeiro.
O túmulo, assente sobre cinco leões, revela pormenores escultóricos de rara beleza. Na sua face principal, dois brasões enquadram um anjo que segura uma cartela com uma inscrição que narra a memória do nobre. A tampa exibe a estátua jacente de Mateus da Cunha, vestido com armadura, em posição de oração, com a cabeça descoberta.
Elementos complementares enriquecem o conjunto funerário: na parede posterior surge um terceiro brasão e no pavimento encontra-se uma campa com a inscrição de um prior local falecido em 1564. A peça testemunha a transição entre os séculos XVI e XVII, permitindo aos visitantes compreender as práticas funerárias e artísticas de uma época marcante da história portuguesa.
A igreja não é apenas um espaço religioso, mas um repositório vivo de memórias que convida à descoberta da complexa identidade cultural do território de Pombeiro.
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