No Bairro Alto, o Palácio do Monteiro-Mor revela uma história arquitetónica fascinante desde o século XVIII. Construído originalmente como solar de veraneio, o palácio testemunhou momentos cruciais da história de Lisboa, sobrevivendo ao terramoto de 1755 e passando por múltiplas transformações ao longo dos anos.
O edifício destaca-se pela sua imponente estrutura barroca romana, com fa…
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No Bairro Alto, o Palácio do Monteiro-Mor revela uma história arquitetónica fascinante desde o século XVIII. Construído originalmente como solar de veraneio, o palácio testemunhou momentos cruciais da história de Lisboa, sobrevivendo ao terramoto de 1755 e passando por múltiplas transformações ao longo dos anos.
O edifício destaca-se pela sua imponente estrutura barroca romana, com fachadas grandiosas que ocupam três pisos clássicos. Projetado inicialmente para a família Teles da Silva, o palácio reflete o prestígio da nobreza portuguesa da época, com linhas arquitetónicas que sugerem uma composição simétrica original mais ampla do que a atual.
Após décadas de diferentes ocupações - incluindo o Correio Geral e redações de jornais históricos - o palácio foi recuperado pelo arquiteto Joaquim Cabeça Padrão. Hoje, acolhe o Museu Nacional do Teatro, criado em 1982 por Vítor Pavão dos Santos. O museu preserva uma coleção única de objetos cénicos, figurinos, maquetas e documentos que contam a evolução do teatro português nos séculos XIX e XX.
Classificado como Imóvel de Interesse Público, o Palácio do Monteiro-Mor continua a ser um espaço cultural fundamental no panorama histórico de Lisboa.
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