No sopé do Monte do Facho, em Galegos Santa Maria, Barcelos, encontra-se um dos balneários castrejos mais bem preservados de Portugal. Construído no final do século V ou início do século IV a.C., este monumento arqueológico revela práticas culturais complexas das comunidades que habitavam a região antes da romanização.
O balneário, parcialmente enterrado, compõe-se de várias salas com…
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No sopé do Monte do Facho, em Galegos Santa Maria, Barcelos, encontra-se um dos balneários castrejos mais bem preservados de Portugal. Construído no final do século V ou início do século IV a.C., este monumento arqueológico revela práticas culturais complexas das comunidades que habitavam a região antes da romanização.
O balneário, parcialmente enterrado, compõe-se de várias salas com funções específicas: um forno circular com teto em falsa cúpula, uma câmara de vapor e uma antecâmara com bancos de pedra. A passagem entre espaços era controlada por uma pedra decorada com motivos geométricos, possivelmente relacionados com simbolismos religiosos ou naturais.
Os habitantes locais utilizavam este espaço para rituais de purificação, banhos de vapor e água fria, seguindo práticas documentadas pelo geógrafo Estrabão. O processo envolvia aquecer pedras, produzir vapor e alternar entre ambientes quentes e frios, numa sequência que sugere propósitos medicinais e cerimoniais.
A arquitetura demonstra conhecimentos técnicos sofisticados: paredes construídas com grandes lajes, coberturas elaboradas e um sistema de aquecimento complexo, revelando a engenhosidade das comunidades castrejas do noroeste peninsular.
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