No sopé do Monte da Saia, em Barcelos, é possível encontrar um penedo granítico único: a Laje dos Sinais. Este afloramento rochoso, com 6,50 por 5,70 metros, guarda um conjunto impressionante de gravuras rupestres que contam histórias de comunidades pré-históricas.
As inscrições, executadas através de picotagem, revelam um rico reportório de símbolos da arte atlântica. Círculos concên…
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No sopé do Monte da Saia, em Barcelos, é possível encontrar um penedo granítico único: a Laje dos Sinais. Este afloramento rochoso, com 6,50 por 5,70 metros, guarda um conjunto impressionante de gravuras rupestres que contam histórias de comunidades pré-históricas.
As inscrições, executadas através de picotagem, revelam um rico reportório de símbolos da arte atlântica. Círculos concêntricos, covinhas, espirais e uma rara suástica de braços curvos decoram a superfície horizontal da rocha. Alguns destes petróglifos remontam ao 4º milénio antes da nossa era, prolongando-se até à Idade do Ferro.
O local não é apenas uma rocha com gravuras. Nas proximidades, vestígios de um povoado fortificado da Idade do Ferro e um cemitério galaico-romano sugerem uma ocupação humana complexa e antiga. A Sociedade Martins Sarmento, reconhecendo o valor arqueológico, adquiriu o local, que foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1951.
Investigadores como Martins Sarmento, Mário Cardozo e Fernando Augusto Coimbra contribuíram para desvendar os segredos deste lugar, transformando a Laje dos Sinais num importante sítio arqueológico do noroeste português.
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