A Igreja da Graça, em Évora, é um marco singular da arquitetura renascentista portuguesa, construída entre 1524 e 1540. Projetada pelos arquitetos Miguel Arruda e Nicolau de Chanterene, a igreja destaca-se pela sua fachada maneirista única, dominada por quatro impressionantes esculturas de atlantes em granito local.
Localizada no Largo da Graça, a igreja pertenceu originalmente à Orde…
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A Igreja da Graça, em Évora, é um marco singular da arquitetura renascentista portuguesa, construída entre 1524 e 1540. Projetada pelos arquitetos Miguel Arruda e Nicolau de Chanterene, a igreja destaca-se pela sua fachada maneirista única, dominada por quatro impressionantes esculturas de atlantes em granito local.
Localizada no Largo da Graça, a igreja pertenceu originalmente à Ordem dos Eremitas Calçados de Santo Agostinho, tendo sido patrocinada pelo rei D. João III e pelo Bispo D. Afonso de Portugal. A sua construção reflete o ambiente humanista de Évora no século XVI, com elementos arquitetónicos inovadores para a época.
O interior apresenta uma nave única de quatro tramos, com teto em caixotões e janelas em mármore de Estremoz. A fachada, de influência italiana, compõe-se de dois registos com colunas toscanas e jónicas, um frontão triangular e um óculo central ladeado por dois anjos.
Após a extinção das ordens religiosas em 1834, o edifício serviu como quartel e sofreu significativas alterações. Atualmente, funciona como Messe de Oficiais da guarnição de Évora, mantendo as suas linhas renascentistas originais.
Os visitantes podem admirar os pormenores arquitetónicos únicos, como os atlantes que os locais carinhosamente chamam de 'Os Meninos da Graça', elementos que fazem desta igreja um testemunho fascinante da história
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