A Igreja de Nossa Senhora da Soledade, localizada no núcleo histórico de Olhão, conta a história da transformação de uma pequena capela de pescadores em espaço de memória comunitária. Construída na primeira metade do século XVII, inicialmente conhecida como Capela de Nossa Senhora do Rosário, tornou-se a primeira igreja matriz da povoação quando Olhão conquistou autonomia concelhia em 1695.
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A Igreja de Nossa Senhora da Soledade, localizada no núcleo histórico de Olhão, conta a história da transformação de uma pequena capela de pescadores em espaço de memória comunitária. Construída na primeira metade do século XVII, inicialmente conhecida como Capela de Nossa Senhora do Rosário, tornou-se a primeira igreja matriz da povoação quando Olhão conquistou autonomia concelhia em 1695.
A arquitetura revela a simplicidade da época: planta longitudinal com nave única, coberta por abóbada dividida em três tramos, iluminada por janelão na fachada e janelas laterais. A cúpula oitavada sobre a capela-mor adiciona um toque barroco regional ao conjunto. A fachada principal, organizada em três andares, apresenta um portal de arco recto e termina em empena triangular decorada com brasão.
Em 1715, com a construção da nova igreja matriz, este templo passou a desempenhar funções devocionais e funerárias. O retábulo-mor, contratado em 1779 ao prestigiado entalhador Manuel Francisco Xavier, demonstra o cuidado da comunidade marítima local com o seu espaço religioso.
Hoje, mantém-se como elemento fundamental da memória urbana de Olhão, situado nas traseiras do Compromisso Marítimo, preservando a história de uma comunidade piscatória que moldou o território algarvio.
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