O Aqueduto da Gargantada, construído entre 1790 e 1794, integra o complexo sistema de abastecimento de água de Lisboa durante o período do reinado de D. João VI. Localizado entre Carenque, no município da Amadora, e o Palácio Nacional de Queluz, no município de Sintra, este aqueduto foi inicialmente projetado para fornecer água às cavalariças reais.
A estrutura desenvolve-se maioritar…
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O Aqueduto da Gargantada, construído entre 1790 e 1794, integra o complexo sistema de abastecimento de água de Lisboa durante o período do reinado de D. João VI. Localizado entre Carenque, no município da Amadora, e o Palácio Nacional de Queluz, no município de Sintra, este aqueduto foi inicialmente projetado para fornecer água às cavalariças reais.
A estrutura desenvolve-se maioritariamente de forma subterrânea, emergindo pontualmente em secções com arcos de volta perfeita. O troço mais visível situa-se na Venteira, onde apresenta 14 arcos que atravessam a ribeira de Carenque, revelando uma arquitetura mais rústica quando comparada com o Aqueduto das Águas Livres principal.
A sua construção resultou da doação de nascentes por José Justino Álvares ao príncipe regente, que mobilizou mestres pedreiros como Joaquim José dos Reis para a sua execução. Ao longo do tempo, o aqueduto serviu não apenas o palácio, mas também fontes públicas como o Chafariz das Quatro Bicas e o Chafariz da Carranca.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1978, o Aqueduto da Gargantada permanece como elemento significativo do património histórico e infraestrutural da região de Lisboa.
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