No coração de Sintra, no Jardim da Preta, adjacente ao Paço Nacional, encontra-se uma coluna manuelina singular, vestígio de um antigo repuxo do século XVI. Esta obra arquitetónica, originalmente concebida para fornecer água às imediações do palácio, destaca-se pela sua complexidade decorativa e pormenores naturalistas.
A coluna assenta sobre uma base octogonal e desenvolve-se em três…
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No coração de Sintra, no Jardim da Preta, adjacente ao Paço Nacional, encontra-se uma coluna manuelina singular, vestígio de um antigo repuxo do século XVI. Esta obra arquitetónica, originalmente concebida para fornecer água às imediações do palácio, destaca-se pela sua complexidade decorativa e pormenores naturalistas.
A coluna assenta sobre uma base octogonal e desenvolve-se em três espirais decoradas com motivos vegetais exuberantes. Rosetas simétricas e folhas de grande pormenor cobrem o fuste, rematado por capitéis folheados e um elemento cónico com carrancas.
Ao longo dos séculos, a estrutura sofreu várias deslocações e restauros. No século XVII, situava-se em frente ao Palácio Real. Em 1882, foi parcialmente truncada e, posteriormente, em 1941, reconstruída após um temporal que a danificou.
Hoje, monumentalizada no jardim, a coluna permanece como expressão eloquente da arquitetura manuelina, revelando a sofisticação construtiva da época de D. Manuel I. Mais do que um simples elemento hidráulico, representa um objeto artístico que testemunha a riqueza cultural de Sintra no início do século XVI.
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