O Moinho Novo dos Paulistas, situado na margem esquerda do rio Coina, no concelho do Seixal, é um exemplo singular da arquitetura molinológica do estuário do Tejo. Construído no século XV, integra um conjunto de edifícios que aproveitavam a força das marés para moer cereais, técnica desenvolvida desde o século XII em França e introduzida em Portugal no final do século XIII.
O moinho d…
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O Moinho Novo dos Paulistas, situado na margem esquerda do rio Coina, no concelho do Seixal, é um exemplo singular da arquitetura molinológica do estuário do Tejo. Construído no século XV, integra um conjunto de edifícios que aproveitavam a força das marés para moer cereais, técnica desenvolvida desde o século XII em França e introduzida em Portugal no final do século XIII.
O moinho desenvolve-se em três corpos retangulares: a zona de moagem, o armazém e a habitação do moleiro. Assente sobre um embasamento sólido de cantaria no leito do rio, o edifício possui fachadas com vãos em arco de volta perfeita e verga reta, revelando a sua construção quinhentista e setecentista.
O sistema de comportas permitia reter água na maré cheia, libertando-a progressivamente durante a baixa-mar. As travessas dos rodízios, movidas pela água, faziam girar as mós, possibilitando a moagem. Num período em que a região contava com cerca de 60 moinhos, este exemplar testemunha a importância desta atividade económica.
Atualmente, o Moinho Novo dos Paulistas encontra-se devoluto, mas integra uma zona húmida de elevada biodiversidade, onde se podem observar aves como flamingos e garças, constituindo um ponto de interesse para visitantes da Baía do Seixal.
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