No Estoril, junto à linha férrea e a poucos metros da Praia do Tamariz, encontra-se um edifício singular que conta a história da arquitetura de veraneio do início do século XX. Projetadas em 1914 pelo arquiteto Manuel Joaquim Norte Júnior, as Cocheiras de Santos Jorge representam um exemplo notável da arquitetura eclética da região de Cascais.
Originalmente concebido como um complexo …
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No Estoril, junto à linha férrea e a poucos metros da Praia do Tamariz, encontra-se um edifício singular que conta a história da arquitetura de veraneio do início do século XX. Projetadas em 1914 pelo arquiteto Manuel Joaquim Norte Júnior, as Cocheiras de Santos Jorge representam um exemplo notável da arquitetura eclética da região de Cascais.
Originalmente concebido como um complexo de garagem, cocheira e cavalariça para a casa de António Santos Jorge, o edifício destaca-se pela sua ornamentação elaborada. A fachada principal, marcada por um grande arco com porta de ferro forjado e vidro, exibe pormenores decorativos inspirados na Escola de Belas Artes de Paris, com grinaldas, motivos vegetalistas e mascarões.
O edifício desenvolve-se em dois pisos: o térreo destinado originalmente a cocheira, garagem e oficina, e o superior reservado aos aposentos dos criados. Um terraço com um imponente pórtico rematado por uma águia esculpida coroa o conjunto arquitetónico.
Classificado como Imóvel de Interesse Público em 1996, este edifício testemunha a transformação do Estoril no início do século, quando a região se afirmava como destino de veraneio da aristocracia e da burguesia portuguesa.
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