Excelente exemplar de quinta de recreio seiscentista, o Palácio dos Marqueses de Fronteira representa arquitectura residencial erudita cujo núcleo central veicula o modelo das "villae" renascentistas italianas. Construído por iniciativa de D. João de Mascarenhas, primeiro Marquês de Fronteira, entre 1670 e 1673, com inscrição na capela atestando primeira fase quinhentista, o palácio conheceu re…
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Excelente exemplar de quinta de recreio seiscentista, o Palácio dos Marqueses de Fronteira representa arquitectura residencial erudita cujo núcleo central veicula o modelo das "villae" renascentistas italianas. Construído por iniciativa de D. João de Mascarenhas, primeiro Marquês de Fronteira, entre 1670 e 1673, com inscrição na capela atestando primeira fase quinhentista, o palácio conheceu reconstrução e ampliação após o terramoto de 1755.
O edifício compõe-se de núcleo central de dois andares com imponente escadaria de acesso ao piso nobre, e duas alas rectangulares de volumetria escalonada.
O conjunto integra-se em espaço uno abrangendo mata, pomares, hortas e jardim, este último surgindo como cenário de aparato de forte efeito cénico devido ao impacto decorativo do revestimento azulejar. O espólio constitui testemunho particularmente representativo da azulejaria portuguesa de temática profana do último terço de Seiscentos, apresentando grande diversidade de soluções decorativas numa íntima relação com a arquitectura. Os painéis revelam fase de transição estilística entre maneirismo tardio e barroco, e transição cromática dos policromos para a bicromia que anuncia a monocromia azul de Setecentos.
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