O Mosteiro de Chelas, situado nos arredores de Lisboa, revela uma história complexa que atravessa séculos de ocupação cultural. As suas origens recuam à época visigótica, assente sobre estruturas romanas anteriores, com as primeiras evidências materiais datando do século X.
O conjunto conventual preserva elementos arquitetónicos de diferentes períodos históricos, destacando-se o porta…
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O Mosteiro de Chelas, situado nos arredores de Lisboa, revela uma história complexa que atravessa séculos de ocupação cultural. As suas origens recuam à época visigótica, assente sobre estruturas romanas anteriores, com as primeiras evidências materiais datando do século X.
O conjunto conventual preserva elementos arquitetónicos de diferentes períodos históricos, destacando-se o portal manuelino e a galilé revestida a azulejos seiscentistas, ambos classificados como monumentos nacionais. O claustro mantém características originais, com uma fonte central, bancos de espaldar inclinado e painéis de azulejos azuis e brancos que contam histórias silenciosas.
Fundado inicialmente para acolher relíquias dos santos mártires Félix e Adrião, o mosteiro foi reconstruído várias vezes, nomeadamente em 1154 por D. Afonso Henriques e em 1604 sob orientação da abadessa D. Luísa de Noronha. Após a extinção das ordens religiosas em 1834, o edifício foi adaptado para diferentes funções, servindo como fábrica de pólvora e posteriormente como Arquivo do Exército.
Hoje, apesar das múltiplas transformações, o Mosteiro de Chelas conserva elementos que permitem aos visitantes vislumbrar a sua rica herança histórica e artística, testemunhando séculos de evolução arquitetónica e cultural portuguesa.
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