O Bloco das Águas Livres, localizado na Praça das Águas Livres em Lisboa, entre o Rato e Campo de Ourique, é um marco singular da arquitetura portuguesa do século XX. Projetado em 1953 por Nuno Teotónio Pereira e Bartolomeu Costa Cabral, o edifício representa uma rutura com as soluções arquitetónicas tradicionais, adotando princípios do movimento moderno.
Com 12 pisos e uma área de 35…
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O Bloco das Águas Livres, localizado na Praça das Águas Livres em Lisboa, entre o Rato e Campo de Ourique, é um marco singular da arquitetura portuguesa do século XX. Projetado em 1953 por Nuno Teotónio Pereira e Bartolomeu Costa Cabral, o edifício representa uma rutura com as soluções arquitetónicas tradicionais, adotando princípios do movimento moderno.
Com 12 pisos e uma área de 3540m², o bloco foi concebido como uma pequena comunidade urbana. Para além de 56 apartamentos de diferentes tipologias, o edifício integra escritórios, lojas, espaços comuns e serviços partilhados como lavandaria e garagem. A sua conceção inovadora permite uma circulação fluida através de galerias interiores, criando um sentido de vivência social.
A arquitetura distingue-se pela atenção aos pormenores construtivos e estéticos. Materiais como pedra, betão, madeira e vidro são combinados com obras de arte de artistas como Almada Negreiros e Manuel Cargaleiro, integrando arte no quotidiano. As fachadas, orientadas para maximizar a luz solar, apresentam varandas salientes que marcam o ritmo arquitetónico.
Classificado como Monumento de Interesse Público desde 2012, o Bloco das Águas Livres é um edíficio especialmente representativo da arquitetura moderna portuguesa, revelando uma visão inovadora de habitar a cidade.
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