Na Calçada do Desterro, em Lisboa, dois edifícios pombalinos do século XVIII revelam a elegância arquitetónica típica da reconstrução da cidade após o terramoto de 1755. Localizados no número 11D e 13, estes imóveis classificados como de Interesse Público demonstram a perícia construtiva da época.
Os edifícios desenvolvem-se em três e quatro pisos, respetivamente, adaptando-se harmoni…
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Na Calçada do Desterro, em Lisboa, dois edifícios pombalinos do século XVIII revelam a elegância arquitetónica típica da reconstrução da cidade após o terramoto de 1755. Localizados no número 11D e 13, estes imóveis classificados como de Interesse Público demonstram a perícia construtiva da época.
Os edifícios desenvolvem-se em três e quatro pisos, respetivamente, adaptando-se harmoniosamente ao declive do terreno. As fachadas apresentam uma composição cuidada, com janelas de guilhotina dispostas em ritmo regular e um último piso com pormenores distintivos: varandins em ferro forjado e trapeiras características.
A construção segue os princípios arquitetónicos pombalinos, com planta retangular e uma relação equilibrada com o tecido urbano envolvente. Os telhados duplos, associados ao arquiteto Carlos Mardel, e os caixilhos preenchidos com vidros de pequena dimensão são elementos que testemunham as técnicas construtivas setecentistas.
Estes edifícios não são apenas estruturas arquitetónicas, mas documentos vivos que contam a história da reconstrução de Lisboa, ilustrando a resiliência e o engenho urbanístico de um período crucial na transformação da cidade.
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