O Palácio da Ega, situado na Calçada da Boa-Hora em Alcântara, Lisboa, é um edifício histórico com raízes no século XVI. A construção inicial data de 1582, como comprova uma fonte no jardim de entrada. No século XVIII, o 2º Conde da Ega, Aires José Maria de Saldanha, promoveu uma profunda remodelação que definiu a atual configuração do palácio, composto por três corpos distintos.
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O Palácio da Ega, situado na Calçada da Boa-Hora em Alcântara, Lisboa, é um edifício histórico com raízes no século XVI. A construção inicial data de 1582, como comprova uma fonte no jardim de entrada. No século XVIII, o 2º Conde da Ega, Aires José Maria de Saldanha, promoveu uma profunda remodelação que definiu a atual configuração do palácio, composto por três corpos distintos.
O elemento mais notável é o Salão Pompeia, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1950. As paredes deste salão são revestidas por azulejos holandeses do início do século XVIII, representando vistas de portos europeus como Constantinopla, Londres, Veneza e Hamburgo.
Durante as Invasões Francesas, o palácio foi frequentado pelo general Junot e, posteriormente, serviu como hospital das tropas anglo-lusas e quartel-general do marechal Beresford. No final do século XIX, após períodos de abandono e venda, o Estado português adquiriu o imóvel em 1919.
Desde 1931, o palácio alberga o Arquivo Histórico Ultramarino, mantendo viva a sua função institucional. Na fachada, três portões exibem os brasões das famílias Coutinho, Albuquerque e Saldanha, testemunhando a rica história desta construção.
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