Na Rua das Janelas Verdes, em Lisboa, destaca-se um edifício residencial de 1905 que traduz a elegância arquitetónica do início do século XX. Projetado pelo arquiteto Artur Júlio Machado para Miguel José Sequeira, proprietário da Fábrica Cerâmica Constância, o imóvel desenvolve-se em quatro pisos com uma fachada marcada por pormenores decorativos singulares.
A composição arquitetónica…
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Na Rua das Janelas Verdes, em Lisboa, destaca-se um edifício residencial de 1905 que traduz a elegância arquitetónica do início do século XX. Projetado pelo arquiteto Artur Júlio Machado para Miguel José Sequeira, proprietário da Fábrica Cerâmica Constância, o imóvel desenvolve-se em quatro pisos com uma fachada marcada por pormenores decorativos singulares.
A composição arquitetónica segue um esquema tripartido, com o corpo central ligeiramente avançado, coroado por uma mansarda com cinco trapeiras de verga curva. Os elementos mais notáveis são os azulejos polícromos de Viriato Silva, que revestem a fachada com motivos geométricos e vegetalistas Arte Nova, revelando a sofisticação decorativa da época.
O interior conserva uma decoração igualmente cuidada, com destaque para os revestimentos cerâmicos que combinam elementos Arte Nova, inspirações hispano-mouriscas e naturalistas. Classificado como Imóvel de Interesse Público, o edifício constitui um exemplo significativo da arquitetura residencial lisboeta no período de transição para o século XX, testemunhando a riqueza estética e construtiva daquele momento histórico.
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