A Central Tejo, localizada na zona ribeirinha de Belém em Lisboa, é um marco da arqueologia industrial portuguesa do início do século XX. Construída entre 1906 e 1909, a central termoeléctrica foi fundamental para o abastecimento de energia eléctrica da capital, utilizando carvão como combustível principal.
A sua arquitetura destaca-se pela utilização de tijolo vermelho, ferro e vidro…
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A Central Tejo, localizada na zona ribeirinha de Belém em Lisboa, é um marco da arqueologia industrial portuguesa do início do século XX. Construída entre 1906 e 1909, a central termoeléctrica foi fundamental para o abastecimento de energia eléctrica da capital, utilizando carvão como combustível principal.
A sua arquitetura destaca-se pela utilização de tijolo vermelho, ferro e vidro, criando formas geométricas que refletem a racionalidade da era industrial. Os grandes janelões, as chaminés imponentes e as fachadas estruturadas revelam uma estética funcional e moderna para a época.
Ao longo de mais de 60 anos de funcionamento, a Central Tejo passou por diversas ampliações e modernizações tecnológicas. Inicialmente com dois geradores e seis caldeiras de baixa pressão, foi progressivamente expandindo a sua capacidade até à construção do edifício de alta pressão em 1941.
Com o desenvolvimento das centrais hidroeléctricas, a Central Tejo passou a funcionar como reserva energética, até ser definitivamente encerrada em 1975. Após uma profunda reabilitação, transformou-se no Museu da Electricidade em 1990, preservando todo o seu espólio industrial original e permitindo aos visitantes compreender a evolução tecnológica portuguesa do século XX.
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