O edifício-sede do Instituto Nacional de Estatística, projetado pelo arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, ergue-se em Lisboa como um marco da arquitetura modernista dos anos 30. Construído entre 1932 e 1935, o imóvel ocupa um lote triangular próximo ao Instituto Superior Técnico, combinando elementos do classicismo com influências Art Deco e da Secessão Vienense.
A estrutura arquitetón…
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O edifício-sede do Instituto Nacional de Estatística, projetado pelo arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, ergue-se em Lisboa como um marco da arquitetura modernista dos anos 30. Construído entre 1932 e 1935, o imóvel ocupa um lote triangular próximo ao Instituto Superior Técnico, combinando elementos do classicismo com influências Art Deco e da Secessão Vienense.
A estrutura arquitetónica desenvolve-se em forma de V, integrando dois volumes horizontais e um corpo cúbico central onde se localiza a entrada principal. A fachada apresenta pormenores decorativos únicos, incluindo dois baixos-relevos de Leopoldo de Almeida representando o Comércio, Indústria, Demografia e Agricultura.
No interior, destaca-se o vitral da escadaria principal, da autoria de Abel Manta, que simboliza a Pátria rodeada pelas atividades nacionais. O salão nobre exibe um friso com dez frescos de Henrique Franco, retratando setores económicos fundamentais.
O edifício foi concebido para centralizar diferentes serviços estatísticos, tornando-se um dos primeiros edifícios públicos desenhados especificamente para uma instituição. Mantém a sua função original como sede do Instituto Nacional de Estatística, criado em 1935 para recolher e publicar dados estatísticos nacionais.
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