Na tranquila freguesia de Caneças, no município de Odivelas, encontra-se um vestígio fascinante do período neolítico tardio: a Anta das Pedras Grandes. Este dólmen, datado entre 4500 e 2000 a.C., revela-se como um importante monumento arqueológico que testemunha os rituais funerários das primeiras comunidades agrícolas da região de Lisboa.
Originalmente construído com uma câmara sepul…
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Na tranquila freguesia de Caneças, no município de Odivelas, encontra-se um vestígio fascinante do período neolítico tardio: a Anta das Pedras Grandes. Este dólmen, datado entre 4500 e 2000 a.C., revela-se como um importante monumento arqueológico que testemunha os rituais funerários das primeiras comunidades agrícolas da região de Lisboa.
Originalmente construído com uma câmara sepulcral poligonal, o monumento integrava oito esteios de pedra com aproximadamente 3 metros de altura e um curto corredor de acesso. Escavações recentes revelaram vestígios humanos e numerosos fragmentos de pederneira, indiciando que o local servia não apenas como espaço funerário, mas também como área de produção de instrumentos líticos.
Identificado em 1880 pelo arqueólogo Carlos Ribeiro, o dólmen sofreu significativas alterações ao longo dos séculos, com agricultores a reutilizarem as suas pedras para construções diversas. Atualmente, conservam-se dois dos oito esteios originais e vestígios da mamoa argilosa que cobria completamente o monumento.
Classificado como Monumento Nacional em 1944, este sítio arqueológico oferece um olhar único sobre as práticas funerárias e tecnológicas das comunidades pré-históricas que habitavam a região de Lisboa.
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