O Sítio Arqueológico da Serra da Amoreira, localizado no ponto mais alto do município de Odivelas, a cerca de 310 metros de altitude, oferece uma perspetiva privilegiada sobre o rio Tejo. A sua posição geográfica estratégica sugere uma importância defensiva ao longo de diferentes períodos históricos.
As primeiras investigações arqueológicas remontam a 1912, conduzidas por Vergílio Cor…
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O Sítio Arqueológico da Serra da Amoreira, localizado no ponto mais alto do município de Odivelas, a cerca de 310 metros de altitude, oferece uma perspetiva privilegiada sobre o rio Tejo. A sua posição geográfica estratégica sugere uma importância defensiva ao longo de diferentes períodos históricos.
As primeiras investigações arqueológicas remontam a 1912, conduzidas por Vergílio Correia Pinto da Fonseca e Joaquim Moreira Fontes, que recolheram materiais à superfície datados do Paleolítico. Intervenções posteriores, nomeadamente em 1986 por Gustavo Marques e entre 1990-1991 por António Cavaleiro Paixão, revelaram cinco estratos ocupacionais distintos.
O local regista ocupações humanas desde o Paleolítico, passando pelo Neolítico, Calcolítico, Idade do Bronze e Idade do Ferro. Destaca-se a presença de cerâmica campaniforme e exemplares cerâmicos 'tipo Alpiarça'. Apesar de classificado como 'povoado fortificado', não foram identificadas estruturas defensivas como muralhas.
Os materiais arqueológicos recolhidos encontram-se atualmente depositados no Museu Municipal da Quinta do Conventinho, em Loures, permitindo aos interessados conhecer mais sobre a ocupação humana neste território ao longo de milénios.
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